Rômulo Ávila

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Cruzeiro caminha para 40 atletas de linha no elenco

Montagem equivocada do grupo pode explicar parte do insucesso do time celeste na Série B

28/09/2020 às 05:36

Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Trabalhar com um elenco enxuto e qualificado é desejo de muitos treinadores. Não há um número ideal, mas muitos gostam de dois jogadores de linha por posição e mais umas peças, totalizando 27 atletas. O Cruzeiro 2020 foge muito disso. Na zona do rebaixamento para Série C, o técnico Ney Franco caminha para ter 40 atletas de linha no elenco. São quase quatro times!

São 38 jogadores de linha (alguns fora dos planos), sem contar os quatro goleiros. Se somar os jogadores da base que sobem e depois voltam, como Caio Rosa e Riquelmo, Ney Franco trabalha com 40 atletas de linha, o que acaba se tornando um problema no dia a dia. Como trabalhar com qualidade com 40 jogadores? Quase a metade do elenco fica fora até dos coletivos. E como fazer um elenco tão grande assimilar esquemas táticos?

Em abril, antes de a bola voltar a rolar, Enderson Moreira disse que pretendia trabalhar com 28 ou 30 jogadores no Cruzeiro. Não conseguiu. Caiu após oito rodadas da Série B e uma sequência de seis partidas sem vencer.

Ney Franco assumiu a missão de recolocar o Cruzeiro nos trilhos, mas viu o elenco inchar, com os retornos de Marquinhos Gabriel, Sassá e Zé Eduardo (que já podem atuar) e as chegadas de Giovanni Piccolomo e Matheus Índio. Cedido pelo Palmeiras, Iván Angulo também treina na Toca. Os três 'reforços' aguardam a autorização da Fifa para o Cruzeiro poder voltar a inscrever jogadores.

Dos três grandes da capital, o Cruzeiro tem, disparado, o elenco mais inchado. O Atlético, que passou por profunda reformulação com a chegada de Sampaoli, tem 27 atletas de linha. O América tem 32.

Além de um elenco inchado, o grupo do Cruzeiro é desequilibrado. O setor ofensivo, por exemplo, tem 12 peças. Já para a armação são cinco. Sobra quantidade, mas falta qualidade.

A montagem do elenco do Cruzeiro 2020 pode explicar a situação atual do time, que não consegue reagir. Foram quase dois times completos de reforços, alguns, inclusive, já deixaram o clube. Outros, como meia Claudinho, sequer são aproveitados.

É uma triste realidade que mostra certo desespero, incoerência e se tornou um problema a mais. A culpa não é só dos treinadores.

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