Rômulo Ávila

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E agora, Sette Câmara?

27/02/2020 às 08:43

Pedro Souza / Atlético

Quem diria que o modesto Afogados, do sertão pernambucano, seria o responsável pelo choque de realidade que a diretoria do Atlético precisava. A derrota nos pênaltis que resultou na eliminação mais vexatória da história do clube pode ter sido o primeiro passo contra o rebaixamento à Série B em 2020. Isso mesmo! Já imaginou como seria o Atlético de Dudamel e Rui Costa no Brasileirão, competição mais difícil do país? 

Se o Atlético tivesse vencido a disputa de pênaltis, o treinador e o diretor parmaneceriam no clube, com apoio incondicional do presidente. Precisava mesmo de ser um Afogados da vida (com todo respeito) para mostrar a Sérgio Sette Câmara o principal dos inúmeros erros dele à frente do clube: contratar um treinador estrangeiro por puro modismo. Foi um tiro no escuro que acertou o próprio pé.

A conta pelo erro chegou rápido: com as eliminações na Sul-Americana e na Copa do Brasil em seis dias, o clube deixou de arrecadar, de imediato, R$ 3 milhões, além de outros milhões que poderiam vir se avançasse nas duas copas. Para se ter uma ideia, o clube acumulou R$ 45 milhões em premiações no ano passado. Além disso, as escolhas erradas da diretoria fizeram a temporada 2020 do Atlético acabar em fevereiro, um desastre para um clube que investiu milhões para contratar jogadores como Allan, Guilherme Arana, Savarino e Diego Tardelli.

Resta ao clube vencer o Campeonato Mineiro, tarefa que não será fácil, e fazer uma campanha digna no Brasileirão. Para isso, Sette Câmara terá que fazer o que não conseguiu até hoje: contratar um diretor de futebol e um treinador. E agora, presidente? 
 

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